O Presidente do PS/Açores, Francisco César, defendeu este fim de semana, no 25.º Congresso Nacional do Partido Socialista, em Viseu, a criação de um Projeto de Interesse Comum entre a República e a Região Autónoma dos Açores, apresentando essa proposta como uma resposta concreta para enfrentar problemas estruturais da Região e devolver confiança aos açorianos, num ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia dos Açores.
Francisco César, eleito esta manhã vice-presidente da Mesa do Congresso, sublinhou na sua intervenção que a evocação dos 50 anos da Autonomia não pode ficar apenas pelo simbolismo, devendo antes servir para afirmar uma nova ambição política para a Região. “Celebramos este ano 50 anos da Autonomia dos Açores. 50 anos que mudaram a nossa história, que nos deram voz e capacidade de decidir. Mas a Autonomia só faz sentido se continuar a servir as pessoas. E hoje temos de ter a coragem de dizer: tem de dar mais. Mais respostas. Mais ambição. Mais futuro”, afirmou.
O líder socialista açoriano centrou a sua intervenção nas dificuldades sentidas por muitas famílias, jovens e agentes económicos da Região, alertando para um contexto em que “as pessoas sentem que têm de lutar mais do que deviam para ter aquilo que é justo” e em que a confiança no futuro se fragiliza perante respostas que tardam, projetos bloqueados e ausência de previsibilidade.
Foi nesse quadro que Francisco César apresentou a proposta de um Projeto de Interesse Comum entre a República e os Açores, defendendo uma estratégia de convergência institucional e política capaz de mobilizar recursos nacionais e regionais, públicos e privados, em torno de prioridades decisivas para o desenvolvimento da Região.
“O Partido Socialista não está aqui para alimentar conflitos. Está aqui para construir soluções. E para devolver confiança”, afirmou.
Segundo Francisco César, esse projeto deve incidir em áreas estruturantes como a educação e a qualificação, a inovação e a economia, a mobilidade, a habitação e a valorização dos recursos estratégicos dos Açores, como o mar e o espaço, permitindo dar horizonte às pessoas, criar oportunidades e reforçar a coesão regional.
Na sua intervenção, o Presidente do PS/Açores defendeu que os Açores “não precisam de mais desencontros institucionais”, mas antes de “convergência, estratégia e compromisso”, sustentando que o futuro da Região exige projetos concretos, liderança política e capacidade de articulação entre diferentes níveis de poder.
“O nosso maior projeto são as pessoas”, declarou, ao afirmar que o PS está preparado para “liderar um novo ciclo”, “devolver confiança” e “construir soluções” com os açorianos e para os açorianos.